08:47 | Posted in

            Na Praça Condi de Frontin em Jacareí, interior de São Paulo, um exaltar de ânimos jamais visto pelas redondezas deu o que falar.
            
           Conhecido por ser um dos maiores praticantes de Slackline do mundo, esporte onde você se equilibra numa corda e anda na mesma, João Pedro Mesquita, futuro nome internacional na área da Biologia, estava tranquilo em sua humildade residência - Já disse essa frase Michel Teló. Deitado e ouvindo uma moda de Reginaldo Rossi "Garçom", o jovem olhava para o teto, aumentava o volume, e berrava "Aô tendéu, carro de rico é Mercedes e carro de puta pobre é Corcel", e fazia de conta que disparava tiros para o teto simulando um revólver com a mão direita. Era só alegria.

            Eis que num determinado momento palmas interrompem o descanso do futuro biólogo: "Pá pá pá pá". João, um exemplo de educação e paciência, fez de conta que não escutou. "plá plá plá"novamente. "Aô gente, mas que desgraça", gritou João, saindo incomodado. Quando abriu o portão levou um susto: estava ali, como diz Victor e Léo, "ao vivo e em cores", Don Victor Corleone, o Poderoso Chefão, que ganhou o mundo todo há décadas num dos filmes mais prestigiados do cinema em todos os tempos. João, meio gaguejando tamanha emoção com alegria, disse que estava surpreso com a presença do chefe mais famoso da máfia italiana. A resposta veio em tom sereno: "quero aprender a praticar Slackline, e me disseram que você é o cara no esporte. Pago o que for preciso". João, que é fã incondicional de Victor Corleone, que daria tudo para aquele momento, respondeu: "até um Camaro?". Don Corleone disse: "Dinheiro aqui é solução meu bródi".

            Abraçados seguiram para a Praça Condi de Frontin, onde João estendeu uma faixa firme para iniciar a prática. Eis que no local uma pessoa estava encostada num poste, palitando os dentes, olhando com interesse para os dois amigos. Don Corleone aprendeu rápido. Nos primeiros momentos João segurava a mão dele, mas logo ele seguiu sozinho. "Olha só que gostoso", dizia enquanto pulava, caía de bunda na faixa, e subia com impulso novamente. João batia palmas e gritava "bravo, bravo", com um mega sorriso no rosto e o pensamento no Camaro.

            O velho que acompanhava tudo palitando os dentes estava cada vez mais próximo. Agora estava assobiando, enquanto aproximava da árvore onde estava amarrada uma das extremidades da corda/faixa. Eis que o idoso se tratava de Fidel Castro, que metido num crocks azul fazia de tudo para ser chamado para a brincadeira. João percebeu que ele queria ser convidado para praticar o esporte, mas o ignorou por completo.

           
         
            DonCorleone também percebeu, mas quando reconheceu o Coma Andante Fidel Castro, teve uma ideia. "E ai brow, tudo em cima?". Fidel desmanchou em um sorriso. Disse que sim. Dom Corleone perguntou se ele queria brincar daquilo, e Fidel balançou a cabeça querendo dizer sim. A corda, faixa, é elástica, de um material bem firme. Memorize essa informação.

            Dom Corleone colocou Fidel Castro com a cabeça na mesma altura da corda, bem do lado da mesma. Disse: "Fidel, agora fecha os olhos". Fidel Castro fechou os olhos com as mãos, e balançava as pernas de ansiedade para brincar. Eis que o nosso Poderoso Chefão esticou a faixa o quanto pôde no sentido contrário ao da cabeça do Coma Andante. De repente, quando não tinha mais forças para esticar a faixa, gritou: "Fidel, abra os olhinhos", e soltou a corda. Mal abriu os olhos e recebeu a pancada na boca: "Pláttttttt". Fidel saiu catando mamona, engasgado com a dentadura que parou lá atrás do esôfago. João se aproximou do velho para tentar ouvir: "Nhóm, nhom, nhóm". E João dizia que não estava entendendo nada. "Diga de novo com calma, querido". E Fidel, com a boca dormente do solavanco, dizia só gemidos e sons incompreensíveis. O Poderoso Chefão estava caído, rindo, rindo, de quase perder o fôlego. Fidel Castro percebeu que havia uma faixa preta na região da boca, e que a dentadura havia partido em uns cinquenta pedaços. Levantou com dificuldades, colocou a mão na escadeira e saiu gemendo: "Ai, ui, ui, ui, ai, ai, minha boquinha, meu beiço, como pode ter gente ruim assim no mundo". Entrou num Fusca verde ano 78 e rumou para a capital São Paulo, de onde fontes não confiáveis partiu para o apartamento do ex-presidente Lula.

            Dom Corleone agradeceu a João pelos ensinamentos, entrou num Opala ano 87, vinho, com estofado em cor creme, e saiu quietinho. João pensava no Camaro, mas ficou com medo de lembrar ao italiano sobre isso e sofrer retaliações. "Pelo menos conheci ele", pensava a todo momento. Quando João foi sobrar a corda, percebeu que fiapos de couro e cacos de dentes estavam presos num determinado local da corda. "Eu nunca vi uma pancada dessas; isso deve ter sido a mesma dor de que o coice de uma mula", pensou o jovem de Jacareí enquanto ia embora para casa.
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14:30 | Posted in




Um grande exaltar de ânimos tomou conta do quadragésimo quinto campeonato de truco de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Há boatos ainda não confirmados de que Dom Pedro II e Napoleão Bonaparte saíram na unha devido a um desentendimento numa rodada do jogo de cartas.
Num determinado momento Dom Pedro II gritou TRUCO, meteu a mão na mesa, derrubou as cartas ao chão, subiu na cadeira e soltou um IRRÁHHHH aos gritos. O baralho, que pertencia ao general Napoleão se espalhou pelos quatro cantos. Napoleão pegou um cabo de vassoura, olhou pra Dom Pedro e disse: "cata agora o meu baralha, carta por carta, senão risco sua escadeira com uma paulada". Dom Pedro II olhou bem nas pupilas de Napoleão e disse: "Você sabe com quem está falando?". Napoleão disse: "não sei e não quero saber. Eu se basto por mim mesmo, melhor que eu só a mim". Dom Pedro II pulou na venta de Napoleão, e Napoleão meteu a unha na cara de Pedro II. Nessa hora Elizabeth II engasgou com um travanco de carne de porco e foi socorrida por 4 tapas vindos da Presidente Dilma Rousseff. Uma hora Napoleão estava por cima, outra hora Dom Pedro II estava por baixo, e o pau pegou até que o segurança do torneio Armando Madureira arrancou os cintos de Jô Soares e ameaçou dar 6 voltas nos dois para deixá-los quietos.
Os ânimos se acalmaram, e foi emocionante o momento em que Napoleão presenteou Dom PEdro com uma tigela de paçoca de carne de Tatú e Pedro retribuiu com um maço de cigarro, como forma de desculpas. No fim trocaram Facebooks e seguiram para suas terras. O torneio teve como ganhador o Senador Aécio Neves, que não se conteve de emoção. O fim do torneio foi agraciado com um show da cantora Amy Winehouse, que embalou o público até as cinco e meia da manhã.
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09:33 | Posted in


Nunca se viu tamanha alegria nos integrantes do Partido dos Trabalhadores durante a reunião de onde partiríam para Santa Catarina para uma reunião sobre Meio Ambiente. Dilma Rousseff chegou deslumbrante numa roupa coladinha de academia da Adidas, com crocks rosa e meias amarelas; lula chegou distribuindo sorrisos e abraços nos companheiros. Partiram de Brasília pela manhã e após 20 horas de viagem estavam em solo paranaense. Chuva e frio judiaram dos viajantes. Dilma e Lula e mais 18 pessoas estavam na carroceria de uma Fiorino Branca. Dentre as dezoito pessoas estavam Eduardo Suplicy, Marta Suplicy, Aloysio Mercadante, Dona Marisa Letícia, Roberto Requião, Idely Salvati, Olívio Dutra, Tarso Genro, Osmar Dias, Sérgio Cabral e Marina Silva, dentre outros. Cobriam-se com uma lona preta e ficavam todos encolhidos tentando se esconder do frio e da chuva. Cinco graus fazíam quando passavam pelo Paraná. Lula dormiu de Brasília até Curitiba, e ao acordar deu uma “abrida de boca”, um bocejo que incomodou os demais. “Mau hálito da desgraça”, reclamou Roberto Requião, ex-governador do Paraná. Lula disse que os incomodados que se retirassem, e espreguiçou dando uma cutucada com o dedão do pé direito no “sovaco” da presidente de Dilma, que deu um pulo de susto e ficou na iminência de um piti.



Uma buzinadinha chamou a atenção da Fiorino, e quando Lula olhou pra fora da Lona preta avistou uma Kombi ano 78 com a galera do PSDB. A kombi acelerava, buzinava, e gaitadas de risos eram disparadas de dentro do automóvel Kombi. Fernando Henrique Cardoso, FHC, dirigia, enquanto José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin – Governador de SP, Marconi Perillo – Governador de GO, Beto Richa – Governador do PR, Arthur Virgília – ex-senador da República do AM, Itamar Franco, dentre outros ouviam os maiores sucessos de Tião Carreiro e Pardinho. Dilma sentiu uma ponta de inveja e gritou pro motorista da fiorino: “Dá um tapa no som aí”, e o motorista presidencial colocou em último volume os maiores sucessos de Zeca Pagodinho. A partir desse momento os carros íam disputando o comando da comitiva. Uma hora a Kombi estava na frente, outra hora atrás, e assim foram até adentrarem à serra catarinense, onde o frio tornou-se insuportável.


Beto Richa abriu a janelinha da Kombi e disse para Dilma: “O paraná agora é Beto, eu também sou, quero Beto Richa meu Governador”. Lula se sentiu magoado e disse à Dilma: “ah conta tudo pra sua mãe Dilma”. Dilma fez beicinho de choro, e mais raivosa se sentiu quando Marconi Perillo disse: “em Goiás os tucanos fazem poeira no cerrado e sujam diariamente a estrela do PT”. Nessa hora o motorista na Fiorino tentou fechar a Kombi, que saiu fora da estrada mas com a astúcia de FHC, voltou suavemnte para a rodovia atrás da Fiorino.


A viagem seguia tranquila até o momento que uma carreta em alta velocidade cruzou os dois automóveis. A força do vento foi tão forte que arrancou a lona da carroceria da Fiorino, deixando os passageiros descobertos do frio e chuva. Dilma gritou assustada: “misericórdia”, e encolheu abraçando a si própria para se proteger da baixa temperatura. Lula dizia: “segue firme companheira Dilma, segue firme”, e Dilma tremia mais que tirador de espírito. Marta Suplicy batia tanto os dentes de frio que José Serra teria gritado de dentro da Kombi: “Essa dentadura não aguenta”, e os integrantes da Kombi riam como nunca. Lula começou a cuspir a fim de acertar a Kombi, e FHC ligou o limpador de vidros. Geraldo Alckmin colocava o braço para fora da porta e ia sentindo a brisa, o friozinho no nariz. Dilma gritou: “olha só o nariz de sangrar frango”. Itamar Franco se sentiu ofendido, abriu a panela onde eles levavam carne seca e arremessou a tampa no rumo da Fiorino. A tampa bateu bem no queixo de Marina Silva, que gritou: “que qué isso?” e começou a chorar. O vuco-vuco estava armado. Collor arrancou a botina e jogou na Kombi, mas FHC desviou como um menino. Lula teria dito: “Ô Collor, pelo amor de Deus, que chulé é esse. Joga esse pé fora rapaz”. O vômito foi comum a todos da Fiorino. O motorista parou a Fiorino e todos desceram tanguidos de frio. Dilma disse: “meus dedos estão tão duros que acho que tem que amputar, é frio demais meu Deus, tá até dando pinote na minha coluna”. Lula disse: “eu disse pra gente vir de ônibus, mas a idéia da Fiorino foi de quem? de quem? da Marina, a fim de apreciar o meio ambiente”. Marina saiu emburrada pro meio do mato correndo, e Collor correu atrás a fim de consolá-la. Roberto Requião estava todo traquinas, e por trás de Lula deu um beijo de mula no ex-presidente. Lula rolava no chão de dor, soltava gemidos de desespero, enquanto Marisa abanava-o com um jornal que estava no tapete do carro. Mas havia areia no jornal, que foi nos olhos do ex-presidente. “Estou cego, fiquei cego, tinha o quê nesse jornal, Marisa?”. Marisa não sabia se ria ou se chorava. Todos riram muito de dentro da Kombi, que havia parado para Itamar Franco urinar. “Tô com tanta vontade de mijar que tá dando até arrepio na barriga”. Beto Richa teria suspirado e dito o quanto andar com “véi” é complicado, e Marconi Perillo teria dito: “é preciso muita barriga senhor paciência”. Os dois jovens governadores tucanos riram como dois meninos. Beto teria até batido as mãos nas pernas enquanto ria.


De noitinha chegaram à Abadia de Acreúna os dois automóveis. Foram para o mesmo hotel onde descansaram a noite toda. (Esse texto continua)






( ESSE TEXTO É UMA MERA FICÇÃO. O FATO NARRADO AQUI NÃO ACONTECEU NA REALIDADE.)


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06:01 | Posted in
O feriado de Carnaval nunca foi tão esperado pela família Calvus. Dona Lu e Kikinho aguardavam ansiosamente a sexta-feira a fim de tomar um ônibus rumo ao interior de São Paulo, onde o vento faz a curva, onde Santo Antônio perdeu as meias. Por volta das 20:00 do dia 04 de março de 2010 os dois embaracaram rumo ao terminal rodoferroviário de Curitiba, e a alegria era exteriorizada através de gargalhadas e cantorias. Aproximadamente dez sacolas volumosas e quatro malas eram a bagagem dos presidente-prudentinos. Dona Lu foi no banco de trás rodeada por sacolas da Havan, e só o topete loiro era visto pelos demais passageiros do Corolla prateado, automático, bancos em couro e 1.8.


Ao chegar ao terminal a muvuca era sentida antes mesmo de saírem do carro. Contando com a ajuda do goiano mais ilustre do século XXI e da futura referência nacional nas áreas cirúrgicas, Rafis e Tati, Lu e kikinho saíram apressados temendo perder o carro da Viação Garcia. No meio do povão, os quatro corríam rumo ao portão de embarque, mas o tumulto estava generalizado. Nunca se viu tanta gente feia reunida em um mesmo local. Dona Lu virava para Rafis e dizia: “estou passada com tanta feiúra, MISERICÓRDIA”. Kikinho liderava o comboio rumo ao portão de embarque; Rafis arrastava com dificuldade duas malas, zigue-zagueando no meio dos transeuntes da rodoviária. O cheiro de nhaca, subaqueira, mau hálito debaixo dos braços era tamanho que dona Lu falava a todo momento fechando os olhos e elevando a cabeça: “Hummmmmmmm, Misericórdia”.

Chegando no rumo do portão onde tomaríam o ônibus, dona Lu foi impedida por uma senhora que disse: “aqui tem que ter fila, querida”. Dona Lu colocou as sete sacolas no chão, respirou profundamente e disse: “kikinha, você não deve saber que eu sou dentista formada pela USP neh? E que acabei de adquirir um Ford Fiesta 4 portas tinindo de novo?”. No mesmo instante que escutaram isso todos do local deram espaço para lu e kikinho; porém o espaço se fechou com a passagem dos dois e Rafis e Tati ficaram presos novamente no meio do povão. Rafis tentava esconder o rosto, abaixava a cabeça, e Tati disse: “como você é humilde; nesse tumulto você ainda abaixa a cabeça”. Rafis teria dito: “não é humildade não; se a alta sociedade goiana me vê aqui nunca mais serei aceito no Estado de Goiás, e os membros da Sociedade de Cirurgia Plástica jamais me aceitarão”.

Dona Lu e kikinho embarcaram na Viação Garcia. Dona Lu entrou, esticou as canelas, e não deram cinco minutos para que sentisse um cheiro forte e estranho; era um senhor ao seu lado que havia retirado as botinas. O cheiro de chulé causava dor de cabeça em dona Lu, que ia de vento em polpa segurando 4 sacolas da Havan que não couberam no bagageiro do ônibus. Kikinho segurava outras quatro no banco de trás. Dona Lu teria exaltado e falado bem alto: “Kikinho, onde você está?”. Kikinho teria respondido a duas poltronas para trás. “Não voltaremos mais de ônibus. Na próxima iremos de avião; chega de nos misturarmos com essa gente de baixo escalão. MISERICÓRDIA”.

Ao chegar ao promissor município de Presidente Prudente os dois foram recepcionados pela empresária Amarela e pela referência em assuntos farmacêuticos Méri. Lágrimas esguichavam dos olhos da família, tamanha era a saudade. Quando dona Lu perguntou onde estava o netinho uma surpresa e indignação tomou conta nos ares presidente-prudentinos. O netinho estava abraçado com um cachorro que estava pelado de tanta Sarna. Dona Lu gritou: “hummmmmmmmmm, MISERICÓRDIA”. Amarela desceu um guarda-chuva na cabeça do cachorro que saiu latindo e correndo. Eis que o dono do cachorro veio nervoso em cima de Amarela, momento esse em que Méri desceu do salto e ameaçou-o com uma sacola da Havan dizendo: “o senhor toma descência. Vossa senhoria necessita adquirir bons cuidados ao seu canino de estima, dando-lhe anticorpos e cosméticos adequados para um bom desenvolvimento bio-psico-social”. O mendigo não fazia idéia do que havia escutado. Virou as costas e saiu pensativo sobre o que a loira queria ter dito a ele.

Por fim todos foram embora a bordo do Fiesta prata quatro portas. Chegando ao destino tomaram caldo de cana e bolo de fubá antes de recolherem para suas alcovas.




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09:42 | Posted in



"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras". Com essas palavras o jovem Gael - uma das promessas brasileiras na área de Economia - iniciou seu discurso no 659° Encontro Mundial de líderes e pseudo-líderes mundiais. Ao terminar de falar um murmúrio tomou conta do recinto, uma cobertura de lona preta ao lado de um rio nos arredores do interior do Acre. A quantidade de mosquitos pernilongos e a alta temperatura deixavam todos incomodados.
Karl Marx estava sentado na primeira fileira, e a cada palavra bem colocada do estudante de economia Gael fazia com que ele se mexesse, cruzava e descruzava a perna, coçava o nariz, balançava a cabeça, se inconformava com a performance do garoto carioca. O capitalismo é e será o modelo inabalável, ele pensava. Gael falava e olhava de lado para Marx, implicava-o discretamente. Em certos momentos ele falava e aumentava o tom olhando pra Marx, que assistia tudo em um terno preto. O suor desenhava várias linhas em seus rosto barbudo e branco. De vez em quando ele torcia a barba e despejava o suor em um balde que estava ao seu lado.
Tudo parecia calmo e tranquilo até que uma mulher ansiosa e chiliquenta adentra ao recinto. Era a representante da França, rainha Antonieta. Ela entrou e perguntou onde poderia se sentar. O público deu uma vaia e os ânimos se exaltaram. Antonieta tocou a sobrinha de roda e arremessou no povo; eis que o objeto acerta na cabeça de Lula, que estava dormindo no canto esquerdo. Lula pulou em pé, gritava e sapateava de dor; "esfrega, Marisa, esfrega, Marisa, esfrega, Marisa", e dona Marisa esfregava o galo na cabeça do ex-presidente brasileiro. Lula só se acalmou com uma dose da Caninha "Das Brava" com um pedaço de bolo de fubá. Gael exigiu silêncio em 248 idiomas, e agradeceu quando tudo voltou-se ao normal.

Após três horas de palestra alguém assoou o nariz e deu uma escarrada, cuspindo em seguida. Todo mundo olhou e se deparou com a bela Jackeline Keneddy, a mulher mais linda da política mundial de todos os tempos. De biquini amarelo e uma kanga simulando a bandeira dos Estados Unidos a ex-primeira dama demonstrou humildade e simplicidade. Após atrais todos os olhares com o escarro ela teria dito, segundo Fátima Bernardes: "Uai, vocês queriam que eu engolisse o catarro? eu boto pra fora mesmo, e daí?". O serviço secreto americano juntamente com o FBi abafou o caso e deixou tudo sereno novamente.
A palestra de Gael foi substituída por Kant, o grande cientista e filósofo alemão.
Quando Kant subiu, Lula teria dito à dona Marisa: "Vixi, meu bem; agora que a gente não sai daqui hoje. Esse homem não fala coisa com coisa". Após 18 horas de explanação Marx levantou a mão e disse: "moço, eu não estou entendo bosta nenhuma". Kant deu um sorrisinho sarcástico, deu um pulinho e disse: "Ié ié, glu, glu, pegadinha do malandro". Tudo não passou de uma brincadeira. Kackeline Keneddy levantou-se, pediu licença a todos que estavam à sua frente, passou um por um, subiu ao palco, e ao chegar à frente de Kant deu um giro de 360 graus e arremessou um tapa na boca de Kant. Vários dentes foram arremessados pro lado de fora, e foram confundidos pelos indígenas da região como um ataque dos homens brancos. Flechas e mais flechas tomaram conta do Céu acreano; o público saiu caindo, amedrontado, todos fugindo do ataque dos índios. Um fusca ano 77 chamou a atenção: dentro dele estavam Lula, dona Marisa, Jackeline Keneddy, Rainha Antonieta, Gael, Sérgio Cabral, Gabeira, Tiririca, Apóstolo Valdemiro Santiago e mãe Diná. Lula saiu rasgando o potente motor do carro, e só desacelerou chegando a São Paulo, de onde os cariocas tomaríam um ônibus pro Rio de Janeiro.

A situação no Acre tornou-se grave quando os índios tomaram o governo do Estado e declararam guerra ao estado da Bahia. O governador baiano enviou Caetano Veloso para apaziguar os ânimos. Caetano chegou ao Acre com um violão, cantando os seus sucessos. Em menos de 15 minutos os índios dormiram serenamente e a tropa de choque obteve êxito na retomada do poder. Há boatos ainda não confirmados de que o Capitão Nascimento teria se apaixonado pela Índia Iracema, e até teria ameaçado trocar de lado caso algum índio sofresse retaliação. Hoje a paz reina no Acre, com suas florestas e suas águas banhando a população ribeirinha.
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15:44 | Posted in
ESSA HISTÓRIA É UMA MERA FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE SERÁ MERA COINCIDÊNCIA.






Não há dúvidas de que o nome do momento tem letras, acentos e peso: Dilma Ducheffe. A Primeira presidenta do Brasil já é umas das mulheres mais fotografadas do mundo, e, diga-se de passagem, já conquista olhares de muitos marmanjos. Não é à toa que o cantor Reginaldo Rossi ofereceu um jantar à digníssima vitoriosa das últimas eleições numa casa popular na Vila Zumbi, em Brasília-DF. Dilma chegou acompanhada de simpatizantes e assessores numa Brasília azul ano 75, metida num vestido Pink, Crocks branca e um chapéu amarelo.


Por volta das cinco horas da tarde de um sábado ensolarado e escaldante os convidados começaram a chegar. Rossi cantava os seus sucessos num palco improvisado de frente à cozinha: “garçon, aqui nessa mesa de bar, você já cansou de escutar, centenas de casos de amor...”. Quando Dilma adentrou ao ambiente um silencio se fez presente e logo após uma salva de palmas; Reginaldo Rossi a recebeu com dois panos de pratos e uma panela de pressão, presentes adquiridos no Baratão Econômico, e um efusivo abraço. Conduziu-a à cozinha, de onde terminariam de cozinhar a feijoada. Os dois ficaram a sós no pequeno ambiente; trocaram confidências e a há boatos ainda não confirmados de que Dilma teria se emocionado ao falar de toda sua trajetória de vida. O cantor pernambucano teria abraçado-a e dado um beijo na nuca da presidenta, que a deixou com os nervos à flor da pele. Teria pensado: “mas que sujeito atrevido; de outra não escapa”. Por mais que Reginaldo Rossi tentasse aproximar-se da eleita, ela se esquivava; tirava com delicadeza as mãos do cantor, sorria de forma sem graça e até ameaçou a sair do ambiente em uma certa investida do cantor brega.

A certa altura do cozimento da feijoada, papo vai, papo vem, Reginaldo teria perguntado à futura presidente o que ela sentia quando um homem dava um fungado no cangote dela. Reginaldo passava um palito entre os dentes, retirava pedaços de carne e os mastigava de forma sensual, tentando a todo vapor conquistar o coração de Dilma. A dama do PT olhou bem nos olhos dele, mirou sua pupila com toda concentração nos olhos de Rossi e soltou: “você quer dizer um homem de verdade ou você?”. Nesse momento Reginaldo Rossi ficou com os olhos embebidos em lágrimas, fez beicinho de choro e saiu soluçando mastigando o palito em sua boca.

Quando toda comida estava praticamente pronta, Dilma foi provar do tempero: mastigava uma orelha de porco com um pedaço de toicinho, enquanto de fininho, pé-a-pé, chegou Tiririca para fazer uma “surprise” a ela. Pelas costas da dama do PT ele se aproximou e deu uma “cutucada” nas costelas direitas da diva. Dilma num golpe certeiro arremessou um prato com “pele de porco” para trás; o prato foi certeiro na cabeça de Fernando Collor, que estava dançando o Rebolation com Hebe Camargo. Alguma coisa fora do comum tomou conta do espírito elegante do ex-presidente, que passou a mão num cabo de vassoura e começou a descer o braço em quem via pela frente. A primeira vítima foi José Sarney, que recebeu quatro vassouradas na “cacunda”; Tiririca a essa altura já estava dentro do coletivo, e quando a equipe de segurança tentava tirar Dilma do vuco-vuco, eis que nos vem a “surprise”. A Brasília não pegava. Era um tal de “ron rón rón rón ron rón rón rón ron rón rón rón ron rón rón” e nada. Collor fazia caretas de nervosismo e aproximou-se do carro presidencial, passou a mão num tijolo e o arremessou bravamente no rumo da presidente. O povo dentro da Brasília suava, tremia, temia a fúria de Collor. O tijolo foi voando lentamente, sendo acompanhado pelos olhos de todos que ali estavam. O objeto bateu na porta da Brasília, desviou seu trajeto e voltou no rumo do povo que esperava o final do acontecimento. Uns corriam, outros deitavam ao chão, e tudo ficou mais engraçado quando o tijolo acertou a nuca de Fidel Castro, que estava brincando de passar anel com Hugo Chavez. O velho cubano ficou estatelado ao chão, gemendo, pedindo água; nesse momento a Brasília de Dilma pegou e o carro saiu fritando pneus. Um cheiro de gasolina tomou conta do local, e misturou-se com cheiro de borracha queimada quando Dilma colocou os braços pra fora e deu um cavalo de pau rindo e fazendo gestos para Collor. A Brasília nunca correu tanto, e há boatos de que teria alcançado 45 km/h – será por que utilizei essa velocidade, meu caro leitor rsrs.

Collor pegou um táxi e retirou-se imediatamente do local. Nesse momento todos os convidados foram remanejados para o interior da casa e o pau quebrou até as quatro horas da manhã, quando o último gole de Pinga 51 foi servido com a sobremesa: bolo de fubá com caldo de cana. E todos saíram dizendo que tudo o que foi visto na Vila Zumbi foi apenas uma pré-festa do que será a posse de Dilma Ducheffe.
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03:30 | Posted in










Um dos grandes nomes do Cinema Nacional foi escalado para cuidar da segurança da nova Presidente do Brasil; sim, caro leitor, eis que surge o Capitão Nascimento na cola de Dilma. Um dia após a vitória eleitoral Dilma levantou-se às três e meia da tarde, deu aquela espreguiçada, tomou um copo de caldo de cana com abacaxi e comeu 4 coxinhas de carne moída. Leu um bilhete do Presidente Lula e lágrimas desenharam vários mapas geográficos em sua face recém mexida por algum bom cirurgião plástico.



A mulher mais importante do Brasil calçou um par de chinelos Havayanas amarelos, vestiu um biquíni rosa e foi tomar sol na piscina de sua mansão em Brasília. Eis que ela dorme debaixo do sol escaldante do Planalto Central, e acorda seis horas da tarde mais queimada que sapato de pobre numa bicicleta sem freio. Saiu soltando gemidos e gritinhos de ui ui a cada movimento do corpo, tamanha era a dor do queimado do sol.


Capitão Nascimento estava escalado para intervir e até bater em qualquer pessoa que se atrevesse a aproximar de Dilma sem autorização prévia; chegou mandando na mansão, expulsando pessoas que não lhe iam com a cara e exigindo um cardápio mais adequado à dieta dele. Colocou todos os funcionários para praticar exercícios físicos, enquanto ficava sozinho na sala de estar da mansão. Cada mosca, cada minúsculo pedaço de poeira era investigado pelo astro do cinema nacional.


Dilma veio cambaleando, toda bronzeada na frente; parecia um chocolate branco atrás e chocolate amargo na frente. Andava devagarzinho, passo a passo, gemendo, rumo ao seu quarto, onde ligaria para o médico a fim de buscar solução para o grave queimado de sol. O cabelo da Presidenta estava irreconhecível, pois o sol o enrolou e os deixou mais seco e dourado. A cor da parte da frente da ex-ministra estava escura, torrada, tão bronzeada que estava irreconhecível. Capitão Nascimento percebeu que um ser se aproximava da sala, e de tocaia tirou o cacetete e ficou esperando a aproximação do ser. Mas eis que o ser desconhecido era a ex-ministra e agora Presidente Dilma. Por estar bronzeada Capitão Nascimento não a reconhecera.

Quando Dilma adentrou a sala foi surpreendida por um golpe de karatê que a colocou estendida ao chão. Capitão Nascimento esfregava Dilma no chão interrogando quem seria ela; porém a diva do PT só conseguia soltar urros de dor, de grito, um desespero que tomava conta de toda sua performance presidencial. Capitão Nascimento a esfregava no chão e dizia: “Pede pra sair, pede pra sair”. Bravo por não ser respondido Capitão Nascimento subiu nas costas da ex-ministra e sapateou, pulou, exigindo da boca dela quem ela seria. Dilma soltava gritinhos de “ai, ai, ai, ui, ui”, e falou humildemente: “moço: pelo amor de Deus, eu tô co coro arrebentado, tô até com medo de ver como está o coro da minha frente, acho que arrancou tudo. Eu sou a Dilma, a nova presidente. Pode perguntar pro Lula, mas saia de cima de mim, tá doendo tudo”. Quando Dilma percebeu que o peso saíra de suas costas, olhou para trás para reconhecer quem seria aquele desgraçado que causara tanto sofrimento à pessoa dela. Mas Capitão Nascimento foi ágil o suficiente para deixar poeira para trás; nunca correu tanto. Após perceber de que se tratava de Dilma Rousseff saiu em disparada, correndo rumo ao Rio de Janeiro temendo retaliações. Fez beicinho de choro e ficou inconformado com o erro. Abraçou seu Bob Esponja e ficou de cama por algumas horas. Dilma levantou-se e percebeu que toda a pele da sua frente estava presa ao chão, suas costas estavam marcadas pelo grosso coturno no policial mais importante do cinema brasileiro. Saiu cambaleando rumo ao seu Fiat Uno ano 1992 de onde seguiria para o Pronto Socorro.

Essa história é uma ficção. Os fatos aqui narrados nunca aconteceram, e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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